domingo, 13 de novembro de 2016

James "Whitey" Bulger, (O Mafioso que inspirou 2 filmes)



James Joseph "Whitey" Bulger, Jr.
Quem é? o que ele representou?

James Joseph "Whitey" Bulger, Jr. (3 de setembro de 1929) é um criminoso estadunidense descendente de irlandeses, tendo se tornado um dos mais procurados pelo FBI. Ele era procurado pela participação em 19 assassinatos, nas décadas de 1970 e 1980. Ex-chefe da Winter Hill Gang, uma organização criminosa irlandesa situada Boston, nos Estados Unidos que controlava extorsão e tráfico de drogas. Era oferecida uma recompensa de dois milhões de dólares por informações que levem à captura do criminoso. Foi preso na Santa Mônica, Califórnia, em 22 junho de 2011,aos 81 anos. Morava em um apartamento a beira-mar, junto com ele foi presa também sua mulher, Catherine Elizabeth Greig. Que logo depois também foi condenada a 8 anos de prisão, por ser cúmplice de um perigoso fugitivo do FBI.

Nome James Joseph Bulger, Jr.
Data de Nascimento 3 de setembro de 1929 (87 anos)
Local de Nascimento Boston, Massachusetts
Estados Unidos
Nacionalidade Povo dos Estados Unidos norte-americano
Outros nomes Whitey
Jimmy
George Latham
Tom Harris
Tom Bulger
Mark Shapeton
Thomas Marshall
Charles Gasko
Ocupação Gangster
Crime (s) Tráfico de drogas
Extorsão
Suborno
Assassinatos
Lavagem de dinheiro
Sequestro
Crime organizado
Roubos
Apostas Ilegais
Pena Prisão perpétua por 31 acusações:
19 assassinatos
Lavagem de dinheiro
Extorsão
Porte de armas ilegal
Situação Preso
Esposa Catherine Elizabeth Greig
Filho (s) Douglas Glenn Cyr (1967–1973)
Parente (s) Billy Bulger (irmão)
John P. Bulger (irmão)
3 irmãs
Valor da recompensa US$ 2 milhões
Situação de captura Preso em em 22 de junho de 2011
Procurado por FBI
Procurado desde 23 de dezembro de 1994
Afiliação (ões) Gangue Winter Hill
Inimigo (s) Máfia em Boston

O Julgamento e o filme Black Mass reconstituir parte da história de um dos mafiosos mais notórios dos Estados Unidos e um homem que foi colocado ao lado de Osama bin Laden na lista dos fugitivos mais procurados.



Após 16 anos de buscas o FBI prendeu nesta quarta-feira James 'Whitey' Bulger, de 81 anos, um dos gângsters mais procurados dos Estados Unidos. Ele é acusado de cometer 19 assassinatos, além de extorsões, lavagem de dinheiro, conspiração e tráfico de drogas. Segundo a Polícia Federal, ele foi preso com a mulher, Catherine Greig, de 60 anos, em uma casa em Santa Mônica, na California.

Bulger foi chefe do grupo mafioso Winter Hill, em Boston, antes de fugir em 1995, depois de ter sido denunciado por um ex-agente do FBI. Sua história inspirou o filme "Infiltrados", de Martin Scorsese, ganhador de quatro Oscar em 2007.



Os policiais creditam a prisão a uma campanha publicitária na TV que ressaltava características da mulher de Bulger, como o gosto por cães, salões de beleza e cirurgias plásticas. Depois disso o FBI recebeu 350 pistas em 14 cidades.

As autoridades americanas tinham oferecido uma recompensa de US$ 2 milhões por informações que levasse à prisão do mafioso e US$ 100 mil pelo paradeiro de Greig. Antes da prisão a última pista da polícia sobre o casal tinha sido em Londres, em 2002.

"Whitey" Bulger, 83 anos, imortalizado pelo ator Jack Nicholson no filme "Os Infiltrados" de Martin Scorsese, foi o chefe da máfia irlandesa em Boston nos anos 70 e 80.

Durante esses anos, o grupo de Bulger, do sul de Boston, e seus rivais da máfia italiana, com conexões em Nova York, protagonizaram uma sangrenta luta pelo controle da cidade em cenas que agora são revividas no julgamento realizado em Boston. Bulger está sendo acusado de 19 assassinatos durante seus anos à frente da temida Winter Hill Gang, que controlava grande parte do tráfico de drogas, extorsão e apostas ilegais da cidade.



No início do julgamento, o mítico gângster ouviu algemado e com um olhar sério ao relato de seu antigo parceiro, Joe Martorano, que detalhava seu sangue frio na hora de ordenar execuções.

Em uma delas, ambos estavam juntos em um carro, acompanhando outro sócio, Thomas King, com o objetivo de entregar uma "encomenda"; mas antes de chegar ao destino, Martorano mirou na cabeça de King e disparou, diante do olhar tranquilo de Bulger. Pouco depois, e ao passar por uma ponte perto de onde supostamente se desfizeram do corpo, Martorano lembrou a ironia de Bulger ao dizer-lhe: "Tire o chapéu, aí está Tommy (Thomas King)".




ESTADOS UNIDOS
Traição, corrupção e crueldade: conheça o maior mafioso de Boston
Líder da temida Winter Hill Gang, James "Whitey" coordenou a máfia irlandesa de Boston nos anos 70 e 80. Capturado em 2011, Bulger foi interpretado por Jack Nicholson no filme "Os Infiltrados"
3 AGO 2013 08h33
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O julgamento do gângster James "Whitey" Bulger, que está ocorrendo desde o fim de junho em Boston, se tornou um dramático cruzamento de acusações, digno dos melhores filmes de máfia, em uma mistura de deslealdade, corrupção policial e crueldade sem limites. Entre acusações de assassinatos, tráfico de drogas e múltiplos outros crimes, o julgamento tenta agora reconstituir parte da história de um dos mafiosos mais notórios dos Estados Unidos e um homem que foi colocado ao lado de Osama bin Laden na lista dos fugitivos mais procurados.

James "Whitey" Bulger com animal de estimação em imagem fornecida pelo sua Defesa durante o julgamento. "Whitey" Bulger, 83 anos, e imortalizado pelo ator Jack Nicholson no filme "Os Infiltrados" de Martin Scorsese, foi o chefe da máfia irlandesa em Boston nos anos 70 e 80. Durante esses anos, o grupo de Bulger, do sul de Boston, e seus rivais da máfia italiana, com conexões em Nova York, protagonizaram uma sangrenta luta pelo controle da cidade em cenas que agora são revividas no julgamento realizado em Boston James "Whitey" Bulger em imagem não datada divulgada pela promotoria do Estado americano de Massachusetts. Bulger está sendo acusado de 19 assassinatos durante seus anos à frente da temida Winter Hill Gang, que controlava grande parte do tráfico de drogas, extorsão e apostas ilegais da cidade. Bulger fugiu em 1994 e ficou durante 16 anos escondido em um apartamento simples da tranquila cidade Santa Mónica, no condado de Los Angeles, às margens do Pacífico, junto com sua namorada Catherine Greig, enquanto tinha sido colocado pelo FBI na lista dos fugitivos mais procurados, junto a Osama bin Laden.

Durante esses anos, o grupo de Bulger, do sul de Boston, e seus rivais da máfia italiana, com conexões em Nova York, protagonizaram uma sangrenta luta pelo controle da cidade em cenas que agora são revividas no julgamento realizado em Boston. Bulger está sendo acusado de 19 assassinatos durante seus anos à frente da temida Winter Hill Gang, que controlava grande parte do tráfico de drogas, extorsão e apostas ilegais da cidade.

No início do julgamento, o mítico gângster ouviu algemado e com um olhar sério ao relato de seu antigo parceiro, Joe Martorano, que detalhava seu sangue frio na hora de ordenar execuções.
Em uma delas, ambos estavam juntos em um carro, acompanhando outro sócio, Thomas King, com o objetivo de entregar uma "encomenda"; mas antes de chegar ao destino, Martorano mirou na cabeça de King e disparou, diante do olhar tranquilo de Bulger. Pouco depois, e ao passar por uma ponte perto de onde supostamente se desfizeram do corpo, Martorano lembrou a ironia de Bulger ao dizer-lhe: "Tire o chapéu, aí está Tommy (Thomas King)".

A defesa de Bulger, por sua parte, apresentou Martorano como um assassino capaz de qualquer coisa por dinheiro e criticou o fato de ter colaborado com a Justiça para diminuir sua pena. Martorano, que enfrenta 20 acusações de assassinato, das quais 12 teriam sido sob as ordens de Bulger, revelou a profunda tristeza sentida ao tomar conhecimento, na década de 1990, que Bulger e outro sócio, Stephen Flemmi, tinham trabalhado como informantes da polícia durante anos.
"Quando fiquei sabendo que eram informantes, me partiu o coração. Eram meus parceiros, meus melhores amigos, eram os padrinhos dos meus filhos", afirmou Martorano, lembrando que colocou o nome de seu filho mais novo de James Stephen em homenagem a Bulger e Flemmi. Segundo a investigação, Bulger e Flemmi mantinham suas operações à margem da lei enquanto davam pistas aos policiais sobre a atuação da máfia italiana, seus grandes rivais.



Não podia faltar, na trama, a figura do policial corrupto, o agente do FBI (polícia federal americana), John Connolly, criado no mesmo bairro que Bulger, que avisava aos gângsteres sobre as operações policiais. Ele atualmente também cumpre pena na Flórida.

Na reviravolta final, houve a conexão política. O irmão de "Whitey" Bulger, William, era um famoso político local que chegou a ser presidente do Senado de Massachusetts e esteve à frente da prestigiada Universidade Estadual até que os vínculos com seu irmão, com quem supostamente conversou enquanto estava foragido, o obrigaram a colocar um fim na sua carreira pública em 2003.

Parte da história de Bulger é contada em "Os Infiltrados", que estreou em 2007. Porém, o que não aparece no filme é o que aconteceu depois. Bulger fugiu em 1994 e ficou durante 16 anos escondido em um apartamento simples da tranquila cidade Santa Mónica, no condado de Los Angeles, às margens do Pacífico, junto com sua namorada Catherine Greig, enquanto tinha sido colocado pelo FBI na lista dos fugitivos mais procurados, junto a Osama bin Laden.

Perante a dificuldade de localizar o gângster, os agentes federais se focaram no paradeiro de Catherine, conhecida por sua paixão pela cirurgia estética. Ela finalmente foi encontrada em 2011, acompanhado por um Bulger, ligeiramente envelhecido, que vivia sob outro nome.

O julgamento deve se estender por pelo menos mais um mês. Pelo tribunal está passando uma longa de lista de testemunhas, entre eles antigos criminosos, ex-policiais e parentes de vítimas.



O Criminoso na prisão se recusou a conversar com Jonny Depp pra ele ter referências para o Filme Black Mass.
Jonny então teve de se inspirar em fotos e vídeos da época.
Seu advogado relatou também que ele está ciente da produção mas não tem interesse em assisti-la.
Depp revelou isso a uma entrevista a revista Time.






O Drama é baseado no livro homônimo dos jornalistas Dick Lehr e Gerland O´Nell



Fontes: O Globo, Terra, Youtube, Cinepop...



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Call of Duty: Infinite Warfare' (Game)

Call of Duty: Infinite Warfare' Lançamento.


Connor Macgregor no jogo.


'Call of Duty: Infinite Warfare' é principal lançamento da semana
Game leva série de tiro para o espaço e conta com ator que faz Jon Snow.


"Call of Duty: Infinite Warfare", game que leva a série de tiro ao espaço, é o principal lançamento desta semana. O jogo sai para PlayStation 4, Xbox One e PCs na sexta-feira (4). Este é o primeiro jogo da franquia em 10 anos sem versões para Xbox 360 e PS3.

Cumprindo o dever no espaço
"Infinite Warfare" dá continuidade à ambientação futurista que a franquia ganhou nos últimos anos e leva "Call of Duty" para combates no espaço.
No game, a Terra teve seus recursos naturais dizimados, o que deixou a humanidade dependente de colônias que exploram planetas e asteróides pelo sistema solar. O jogador controla o Capitão Reyes, piloto de uma das últimas naves de guerra da Terra, na luta contra A Frente, uma organização fascista que busca controlar as riquezas dessas colônias.
Desenvolvido pela Infinity Ward, criadora da série "Call of Duty", "Infinite Warfare" terá tiroteios em gravidade zero e batalhas com jatos de combate. O estúdio também irá importar o modo "Zumbis", visto originalmente na série "Call of Duty: Black Ops".
Quando foi revelado, o público não se empolgou muito com a ideia de "Infinite Warfare". Tanto que o primeiro trailer do jogo de tiro bateu o recorde de negativações no YouTube.




Call of Duty®: Infinite Warfare returns to the roots of the franchise where large-scale war and cinematic, immersive military storytelling take center stage. Prepare for a gripping war story in which players fight against the Settlement Defense Front to defend our very way of life.

Outro destaque é "Super Dungeon Bros.", um jogo de pancadaria para até 4 jogadores com temática heavy metal. Ele será lançado para PS4, PCs e Xbox One – no último, o game chega de graça para assinantes do serviço Live Gold.

Fonte: Youtube G1

THIS FUCKING HATE (Project)





This Fucking Hate é um projeto de músicos de Santos SP que participaram ou fazem parte de bandas renomadas na cena da Baixada Santista.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

NEOPHITUS (Death Metal) Procura Guitarrista.



A Banda de Bertioga litoral de São Paulo, Neophitus (Brazilian Perverse Death Metal) anunciou seu retorno, Nando Moraes (Drums) e Alex Pinho (Vocals) (Na foto), já tem o baixista e um guitarrista em segredo a serem anunciados em breve, junto ao outro guitarrista que será adicionado ao time, esse pode ser você...

A Banda procura um guitarrista experiente no instrumento, com influências e referências dentro do estilo, com disponibilidade de ensaios e gravações, a banda pretende entrar em estúdio para gravar seu EP no início de 2017.

Se você guitarrista está interessado em participar dessa empreitada com essa tradicional banda do underground da baixada santista entre em contato.

alex.pinho29@gmail.com
neophitusdeathmetal@gmail.com

Facebook:
https://www.facebook.com/NeophitusDeathMetalOfficial
Twitter:
@NeophitusDM




A Neophitus inicia sua marcha em maio de 2000. banda formada com o propósito de executar death metal técnico brutal, com passagens cadenciada e mórbidas. sua parte lírica é baseada em contos de horror, necrofilia, pedofilia, estupros seguido de morte, serial killers, atrocidades, abordando também o lado negro da mente humana, todo sentimento que move o ser humano como: ódio, dor, traição e total guerra contra o cristianismo. em junho de 2001, é lançada a demo tape entitulada ominous (live sessions). em outubro de 2002, a banda participa das coletâneas rock soldier#9 com o som "the malign spirit", distribuída no Brasil pela ugk distros e na europa pela murray art da alemanha, e corpse rotten#1. no momento a banda se concentra em novas composições para entrar em estúdio e gravar material inédito.
atual formação!
Alex Pinho (vocals)
Nando Moraes (drums)
Hail o verdadeiro death metal nacional
Não fugimos Á guerra!!!






quarta-feira, 19 de outubro de 2016

“Spotlight – Segredos Revelados” Cinema.



“Spotlight – Segredos Revelados”

‘Spotlight’ aborda escândalo de pedofilia na Igreja Católica

“Spotlight – Segredos Revelados” não é apenas a exibição de um grande filme. Com tudo que um bom roteiro e uma boa direção podem fazer. É, antes de tudo, uma aula de jornalismo. Principalmente pelo tema escolhido: a crise da Igreja Católica com o escândalo sobre pedofilia nos Estados Unidos.

É uma oportunidade de ver como o jornalismo investigativo, ancorado numa editoria corajosa e comprometida, com uma equipe profissional de alto nível, consegue enfrentar o poderoso lobby de uma instituição poderosa e secular. Mostra a força da imprensa se digladiando com a da Igreja e da sociedade local, católica e conservadora, que fingia não saber o que acontecia nos porões da diocese de Boston. O filme retrata um momento ímpar do jornalismo; mas protagoniza também um soco impiedoso e sem escrúpulos no estômago da Igreja.

Spotlight recupera o trabalho de uma equipe de jornalistas do The Boston Globe, jornal de Boston (EUA), no começo dos anos 2000, sobre denúncias, surgidas ainda de forma muito tímida, de abusos sexuais envolvendo religiosos da Igreja Católica. Boston sempre foi uma cidade de tradição católica. O foco era um padre que tinha sido investigado anos antes e continuava atuando na Igreja, apesar de 130 relatos de abusos em menores, sem que nenhuma providência tivesse sido tomada.

Segundo o jornal britânico The Guardian, "o filme mostra que, na confraria sociável da mui leal e católica cidade de Boston, ninguém tinha grande interesse em quebrar o enjoado silêncio, cheia de vergonha, que tornou possível a cultura de abusos de padres e religiosos da Igreja Católica e, mesmo que de forma sutil, o filme sugere que o Boston Globe em si foi uma das instituições de Boston também afetadas pelo pecado da omissão. O jornal tinha provas ou denúncias de abusos 10 anos antes de a investigação retratada no filme começar. Mas de alguma forma havia um pacto não declarado para minimizar e “congelar” a história, que não andou. O que levou um novo editor, de origem judaica, e um repórter, ambos de fora de Boston, a iniciar as coisas” e provocar a direção do jornal.

O Boston Globe foi a primeira publicação mundial a denunciar a cúpula da Igreja, no início de 2002, de ter acobertado dezenas de padres acusados de molestar crianças e adolescentes. Na época, quando João Paulo II era o Papa, a mídia internacional repercutiu as reportagens do Boston Globe, mas a Igreja pareceu ainda não ter entendido a gravidade das denúncias. Pareceu surda e muda ante os depoimentos que foram aparecendo. O próprio cardeal americano, o todo poderoso Bernard Law, foi exposto ao se revelar documentos que comprovavam sua omissão diante das evidências de abusos por parte de padres da diocese.

Após a divulgação do escândalo, ainda se passaram 11 meses para o Papa João Paulo II aceitar sua renúncia. Ele foi afastado da diocese, mas recebeu uma “severa promoção”, como pároco de uma das igrejas-símbolo do Catolicismo, a Basílica de Santa Maria Maggiori, uma das quatro basílicas maiores de Roma. Ele só foi “punido” publicamente, muitos anos depois, em março de 2013, quando o recém eleito Papa Francisco visitou a Basílica e, ao vê-lo, não escondeu o constrangimento, dizendo que não “gostaria que Law frequentasse a Igreja”.

O escândalo revelado no início de 2002 pelo Boston Globe não foi suficiente para a Igreja Católica agir rapidamente. A cúpula da Igreja demorou a tomar providências sobre as acusações. Só acordou quando vítimas de abusos, por todo o mundo, foram para a Justiça, o que redundou em milhares de ações judiciais contra várias dioceses. Somente em Boston, até 2014, US$ 85 milhões foram pagos em indenizações; em Los Angeles, US$ 730 milhões; em Orange, US$ 100 milhões. Uma organização de bispos americanos estima que mais de US$ 3 bilhões foram pagos em indenizações a vítimas de pedofilia nos últimos anos, após o escândalo ser denunciado pelo Boston Globe.

Os depoimentos das vítimas nos Estados Unidos – dezenas de adultos que tiveram a coragem de denunciar – possibilitou que a partir daí milhares de pessoas que passaram em igrejas, colégios, abrigos, em vários países, saíssem das sombras, contando como foram abusadas, resultando num dos maiores escândalos da história da Igreja Católica. O ápice ocorreu por volta de 2010, quando na Irlanda, Espanha, Portugal, Alemanha e até mesmo no Brasil começaram a pipocar denúncias em cadeia. Revelou-se, então, o maior erro da Igreja, ao acobertar os acusados, transferindo-os de diocese, de igrejas, de cidades, onde eles continuavam com os abusos. Não havia registro policial; não havia punição. É desses erros que Bento XVI, depois, sob muita pressão, quando o escândalo tomou dimensão bem maior, em 2010, teve que pedir desculpas.



O filme tem o mérito de trazer para o cinema não apenas um episódio vergonhoso, que manchou a história da Igreja Católica, mas como o trabalho da imprensa, pela obstinação de alguns jornalistas, foi capaz de implodir um sistema hierárquico corrompido, conivente e autoprotegido. A sociedade sabia, muitos pais conheciam os abusos, a mídia também tomou conhecimento. Mas essa poeira, bastante indigesta para a hipócrata sociedade de Boston, foi varrida para baixo do tapete. Poucas vozes tiveram coragem de cutucar o vespeiro da Igreja. Alguns advogados, que aparecem no filme e ajudaram o trabalho da reportagem. Até a polícia se fechou. Prevaleceu durante anos a cultura do silêncio, inclusive com o respaldo das autoridades eclesiásticas e de Roma.

O excelente trabalho do diretor Tom McCarthy mostra como a cortina foi rasgada. O Papa Bento XVI teve que abordar o espinhoso tema e lamentar, porque, após as denúncias, não foi mais possível fingir que não sabia ou minimizar a gravidade dessa crise. Os tempos são outros. Mas há 13 anos, época de ambientação do filme Spotlight, o tema era considerado tabu, intocável. Esse o grande papel dos jornalistas, que mergulharam na reportagem, e da publicação, que lhes deu respaldo e condições de apurar, mesmo enfrentando resistência da sociedade, dos advogados, das fontes, de algumas vítimas, dos acusados, das autoridades e, no início, até da direção do jornal, sem falar no boicote ostensivo da Igreja local.

É nesse momento que a obstinação, o faro do jornalista e o trabalho investigativo brilha com toda a força, conseguindo levar de roldão toda uma estrutura criada para esconder os abusos. Passados 13 anos do acontecimento e cinco de quando o escândalo tomou dimensões globais, certamente que a Igreja Católica sai chamuscada desse filme. Mas, não há dúvidas, o jornalismo sai engrandecido.

É por isso que segundo o The Guardian, “este é um filme honrosamente destinado a evitar o sensacionalismo e a evitar o mau gosto envolvido, o que implica que os jornalistas, e não os sobreviventes de abuso infantil, são as pessoas realmente importantes aqui”.

O jornal americano ganhou o prêmio Pulitzer em 2003.

Os seis principais jornalistas da série Spotlight deram aos produtores opções dos direitos autorais sobre suas histórias (inicialmente sem qualquer custo), e assim começou o longo caminho de desenvolvimento do roteiro. McCarthy entrou na equipe em 2012, mas, pressionado por um outro projeto, ele precisou de um escritor. A Anonymous Content, empresa de produção e gestão que se associou aos produtores, contratou Singer, um ex-roteirista da série The West Wing, cujo interesse pelo jornalismo deu origem ao roteiro do filme sobre o WikiLeaks, O Quinto Poder.
Os dois tornaram-se rapidamente repórteres investigativos, e entrevistaram várias vezes os jornalistas sobre o projeto e suas vidas. Vasculharam os arquivos do Globe e os autos dos processos. Reuniram-se com outros jornalistas do jornal, com os sobreviventes dos abusos, com os advogados envolvidos ao longo dos anos e com os especialistas em hierarquia católica.
Mas lá no meio de seu trabalho de colaboração, McCarthy ainda perguntava a si mesmo e a Singer do que o filme trataria, além da importância do bom jornalismo. “Então, Josh e eu passamos a nos dar conta de um novo grau de relevância dessa história quando começamos a discutir a questão da cumplicidade e da deferência da sociedade”, o que incluía o próprio Globe, disse McCarthy. “Quando nos conscientizamos de que esses crimes não existem no vácuo, que são algo grande demais, que afetam gente demais, concluímos que as pessoas tinham de saber.”
Depois de conversar longamente por telefone com o repórter Mike Rezendes, que interpretaria na tela, Ruffalo viajou para Boston para seu primeiro encontro. “Sentamos na minha sala”, contou Rezendes. “Ele abriu um bloco de anotações e ligou seu iPhone, e foi me fazendo perguntas, não sobre como eu fiz o que fiz, mas por que fiz, por que escolhi essa profissão e por que decidi ser um repórter investigativo”.
Ruffalo gravou em vídeo Rezendes andando pelo apartamento espartano, imaculado, tirou fotos da estante de Rezendes e, inclusive, pediu que ele lesse o roteiro. Os outros repórteres receberam um tratamento mais ou menos igual. McAdams fez inúmeras perguntas a Sacha Pfeiffer sobre as coisas de sua preferência e suas conversações com a família a respeito da Igreja. A atriz também ouviu um programa de rádio que Pfeiffer apresentava de maneira a captar sua fala acelerada. Keaton perguntou a Walter V. Robinson, o editor do Spotlight, coisas completamente sem relação com a investigação. “Na realidade, eu queria conhecer Ted Williams, mas não me preocupei com certas coisas”, disse Keaton. “Só queria observá-lo, ver como ele se comportava.”



“Acredito que o papa tenha consciência disso. Se eu penso que o problema está resolvido? Não. Se eu acho que a igreja tem feito o que deveria fazer? Realmente não”, disse o cineasta à agência France-Presse. Apesar da crítica, McCarthy se diz um admirador do papa Francisco. “Este é um homem fascinante e interessante. Eu acredito nele. Mas veremos com o tempo”, conta.

A luta da igreja foi marcada por várias etapas. Em 2011, o Vaticano instou todas as conferências episcopais a colaborar com os juízes civis e desenvolver normas contra os padres culpados ou suspeitos; em 2013, a Santa Sé reforçou a legislação penal, acabando com a impunidade de seus prelados; em 2014, a Pontifícia Comissão para a Proteção Infantil, constituída por 17 especialistas, incluindo vítimas, foi criada. Em junho deste ano, o Vaticano também estabeleceu um corpo para julgar pela lei canônica os bispos que protegeram padres pedófilos.

O que aconteceu com Bernard Law, o padre vilão do filme ‘Spotlight’?
Em 2002, o jornal 'The Boston Globe' revelou centenas de casos de pedofilia cometidos por padres da Igreja Católica e o acobertamento dos crimes pelo arcebispo Law

Em 2002, a reportagem investigativa do jornal foi publicada e provocou um grande escândalo midiático. O cardeal Law acabou renunciando ao seu cargo. Contudo, segundo a emissora britânica BBC, a carreira eclesiástica do arcebispo não acabou, apesar de toda a pressão sob ele, que já foi considerado o sacerdote mais influente dos Estados Unidos no Vaticano.
A sua renúncia foi aceita pelo então papa João Paulo II, mas Law se mudou para Roma e, em 2004, foi nomeado arcipreste da Igreja de Santa Maria Maggiore, uma das quatro basílicas mais importantes da capital italiana, construída entre 432 e 440. Em abril de 2005, celebrou uma missa na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

O cargo que exerce em Santa Maria Maggiore não é extremamente importante na hierarquia da Igreja Católica, é mais honorífico. Porém, Law não só manteve sua influência, como também não se preocupou em viver em sigilo, pode ser visto com frequência em celebrações religiosas ou eventos diplomáticos. O religioso manteve, inclusive, seu cargo no Colégio dos Cardeais e na Congregação para os Bispos, podendo assim continuar a nomear os bispos nos Estados Unidos.

Law nunca foi acusado de nenhum crime nem convidado a depor sobre os casos de pedofilia que aconteceram sob seu anos de comando da arquidiocese de Boston.

Padre brasileiro pode processar produtores do filme 'Spotlight'
A defesa do padre José Afonso Dé, que responde a processo por abuso sexual de adolescentes em Franca (SP), pretende entrar com um processo contra os produtores do filme "Spotlight – Segredos Revelados" após ser citado em uma lista mundial com casos de pedofilia.
A chamada "lista da vergonha" surge logo antes dos créditos finais do filme, que reconta a história verídica de jornalistas do "The Boston Globe" que, em 2002, revelaram como a Igreja Católica acobertou casos de pedofilia nos Estados Unidos. O filme concorre ao Oscar 2016.
Em 2011, o padre foi condenado a 60 anos de prisão e após entrar com recurso foi absolvido em seis das oito acusações que respondia. O sacerdote aguarda em liberdade resposta em relação a um recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), alegando inocência nos dois casos restantes. Se a condenação for mantida, ainda cabe recurso em instâncias superiores.
Segundo o advogado José Chiachiri Neto, uma eventual absolvição plena do padre abre caminho para um processo contra os produtores de "Spotlight". "A partir do momento em que ele for absolvido em sua totalidade, abre a possibilidade dele entrar com a indenização", disse Chiachiri Neto.
"Seria uma indenização por lesão à honra, uma vez que o nome da cidade, o nome do padre teria sido lançado ao mundo através do filme", afirma.
Apesar de padre Dé não ser citado nominalmente, o nome de Franca na lista do filme pode relacionar às suspeitas contra o sacerdote, segundo o advogado. "Franca dentro de um contexto com casos de suspeita de pedofilia, se relaciona ao padre Dé".
Aos 82 anos, o padre mantém orientações a fiéis em sua casa e luta contra um câncer de próstata. De acordo com a Diocese de Franca, desde que as denúncias ficaram conhecidas, o padre Dé foi afastado de celebrações públicas, mas jamais foi desligado da igreja.



Spotlight – Segredos Revelados é um ótimo filme, apesar da infeliz escolha brasileira do subtítulo. Pode não ter tanta ação, mas é fiel à rotina jornalística e a história que adapta, com boa direção e roteiro. Retrata um tema de grande relevância e que tem de ser amplamente divulgado. Ele mostra como uma instituição de grande poder é capaz de omitir fatos e acobertá-los, além da dimensão que esse problema pode alcançar. O longa-metragem deve ser, sim.

Fontes: Veja, O Globo, Estadão, G1, Velha Onda, Youtube.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Fantasmagorias: Curtas de animação sobre lendas latino-americanas

Estava eu assistindo filme durante essa madrugada, quando no intervalo, me deparo com uma animação espetacular sobre lendas latino americanas.
Nas linhas a seguir vamos falar mais detalhes sobre essa arte sensacional.

Fantasmagorias é uma série de curtas de Terror em animação criados pela produtora argentina Studio Freak, especialista em trabalhos para gigantes da TV como FOX, NatGeo, Discovery, History Channel, entre outras. Encomendados pela HBO, estes quatro curtas trazem ao público algumas das lendas mais aterrorizantes que se espalham pela América Latina nas últimas décadas.



O primeiro é dedicado à lenda “La Llorona” (A Chorona), o mais conhecido mito de Terror mexicano. Uma simples empregada em uma grande e abastada residência se envolve com um dos filhos da família. Depois da promessa de que fugiriam e se casariam, ela vai para o interior a esperar pelo seu amado, que não aparece. Dali em diante uma cadeia de horrores vai importuná-la para o resto da eternidade, em uma onda de arrependimentos que não terá mais volta.



Na sequência vem a história “La Niñera” (A Babá), que retrata um jovem casal argentino que contrata uma babá na melhor agência de Buenos Aires para cuidar do seu bebê, enquanto eles vão ao cinema comemorar o seu aniversário de casamento. Na volta do seu encontro romântico a moça os recebe com um jantar delicioso, digno da comemoração, porém com um ingrediente secreto. Secreto e bizarro.





Logo depois vem “Robo de Órganos” (Roubo de Órgãos), que se passa na cidade do Rio de Janeiro, embora esta lenda circule por todas as cidades brasileiras. Uma linda mulher esbarra “acidentalmente” em um executivo, e logo eles marcam um encontro no apartamento dele, para passarem uma noite romântica regada a muita bebida. No dia seguinte ele descobre que o amor pode ter um alto preço a ser pago.



E, por fim, “El Silbón” (de “silbido”, assovio em Espanhol). Lenda amplamente difundida na região de Los Llanos – Venezuela e Colômbia – desde o século XIX, que conta a história de uma alma penada amaldiçoada a vagar por todo o sempre, depois de ter assassinado o seu próprio pai. “El Silbón” é um andarilho que assovia uma infernal melodia que, para quem a escuta, pode ser o sinal de uma morte iminente.





Todas essas quatro obras são baseadas em lendas de conhecimento popular muito difundidas em todo o continente. Mas os espectadores vão se surpreender com o poder de síntese e com a fotografia destes pequenos filmes, que farão gelar a espinha de quem os assiste. E, como bônus, fica aqui a vinheta, criada também pela Studio Freak, vinculada no canal HBO Plus, para os amantes dos mortos-vivos: http://studiofreak.tv/portfolio/hbo-zombies/

Após o sucesso foram lançados mais episódios.





O Jantar Maldito.



O Conto do Chupa Cabras.



Divirtam-se

Fonte: HBO, Youtube, Pipocacomsangue.com.br

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Zodiac O assassino do Zodíaco.

O Assassino do Zodíaco.





O fato é que esse cara é um dos maiores mistérios policiais de todos os tempos – há quem diga que ele fica atrás somente de Jack, o Estripador. Comprovadamente, ele é responsável por seis mortes ocorridas na Califórnia, nos EUA, no final dos anos de 1960. Ainda assim, ele se dizia responsável por tirar a vida de 37 pessoas.
Eis outra face curiosa desse sanguinário, aliás: ele se comunicava por meio de cartas cheias de enigmas que enviava a jornais locais – alguns desses enigmas não foram decifrados até hoje. O fato é que Zodíaco, apelido que deu a si mesmo, ainda é um completo desconhecido.
Devido à sua popularidade, muita gente chegou a se entregar à polícia dizendo ser o criminoso, mas o verdadeiro Zodíaco ainda não foi capturado, e tudo o que se sabe sobre a aparência dele é um retrato-falado feito com a descrição das duas únicas vítimas que sobreviveram aos seus ataques.

Acredita-se que a primeira vítima de Zodíaco tenha sido Cheri Jo Bates, uma estudante universitária de Riverside, na Califórnia. Cheri foi morta do lado de fora da biblioteca do campus onde estudava, no dia 30 de outubro de 1966. Enquanto a jovem estava na biblioteca, o assassino sabotou seu carro e ficou à espreita da moça que, depois de não conseguir ligar o veículo, ao que tudo indica acabou aceitando uma carona do assassino.
Antes de Cheri morrer, ela ficou uma hora na companhia de Zodíaco, não se sabe exatamente fazendo o quê. Depois ele a matou com três facadas no peito, uma nas costas e sete no pescoço, quase chegando a decapitá-la. Ela também foi asfixiada e apanhou muito no rosto. Não foram encontrados sinais de estupro ou assalto no corpo da vítima.
Alguns registros indicam a presença de um homem branco que foi visto dirigindo um carro velho nos arredores do local do crime. De acordo com a polícia, uma pessoa teria presenciado o assassinato da estudante.
Um mês após a morte de Cheri, a primeira carta do assassino foi enviada ao jornal local. Depois disso, mais cartas foram enviadas, agora não apenas para a imprensa, mas também à polícia e ao pai de Cheri. Nessa segunda carta, Zodíaco dizia “Bates tinha que morrer. Haverá mais mortes”, em uma tradução livre.

Outro assassinato promovido por Zodíaco chocou a cidade de Vallejo, também na Califórnia. No dia 20 de dezembro de 1968 um casal de adolescentes estacionou o carro em um lugar conhecido por atrair casais apaixonados. Lá, Zodíaco atirou contra a cabeça de David Faraday enquanto ele ainda estava sentado no carro. Depois, atirou cinco vezes contra Betty Lou Jensen, quando ela estava do lado de fora do veículo, provavelmente tentando fugir.
A polícia acredita que Zodíaco atacou outro jovem casal no dia 4 de julho de 1969. Mike Mageau e Darlene Ferrin estavam em Vallejo quando foram baleados. Mageau sobreviveu, mas sua namorada morreu na hora. Nesse período, Zodíaco escreveu mais cartas para jornais da região, repassando alguns detalhes do crime.
Além disso, Zodíaco escreveu uma mensagem codificada, que dividiu em várias partes; cada uma delas foi enviada a um jornal diferente. A mensagem era clara: se os jornais não publicassem os códigos em seus impressos, haveria mais pessoas assassinadas. A carta foi finalizada com um símbolo estranho, que acabou virando uma espécie de “brasão” do assassino.



A mensagem codificada foi decifrada graças à ajuda de um professor de Salinas, no mesmo estado. O conteúdo revelava detalhes perturbadores da mente psicopata de Zodíaco, que afirmou que gostava de matar pessoas “porque isso é tão divertido” e revelou, ainda, acreditar que suas vítimas se tornariam seus escravos depois que ele morresse também.



1. O casal que quebrou o código presumiu que o assassino usaria o verbo “matar” (“kill”, em inglês). Ele contém a dupla consoante mais comum da língua inglesa, o LL.Eles também supuseram que o autor usaria as palavras “eu” (“I”) e “diversão” (“fun”). Só com isso, eles já tinham 5 letras diferentes para começar.

2. A partir daí, o casal empregou a análise de frequência.Nesse método, é feita uma contagem dos símbolos que mais aparecem na mensagem cifrada. Em seguida, usando uma tabela das letras mais usadas na língua (no caso, inglês), é feito um processo de tentativa e erro substituindo os símbolos mais usados pelas letras mais usadas. Por exemplo, na língua inglesa, a letra mais comum é o E. Já no português é A.

3. O casal foi substituindo as letras gradativamente. Quando encontravam uma substituição que fazia sentido, ou seja, parecia formar uma palavra, isso servia para encontrar outras letras. Ainda assim, o processo foi trabalhoso: o código era homófono, ou seja, com mais de um símbolo para a mesma letra. Fora a falta de pontuação e os erros ortográficos…

A MENSAGEM

I LIKE KILLING PEOPLE BECAUSE IT IS SO MUCH FUN IT IS MORE FUN THAN KILLING WILD GAME IN THE FORREST BECAUSE MAN IS THE MOST DANGEROUE ANAMAL OF ALL TO KILL SOMETHING GIVES ME THE MOST THRILLING EXPERENCE IT IS EVEN BETTER THAN GETTING YOUR ROCKS OFF WITH A GIRL THE BEST PART OF IT IS THAE WHEN I DIE I WILL BE REBORN IN PARADICE AND ALL THEI HAVE KILLED WILL BECOME MY SLAVES I WILL NOT GIVE YOU MY NAME BECAUSE YOU WILL TRY TO SLOI DOWN OR ATOP MY COLLECTIOG OF SLAVES FOR MY AFTERLIFE. EBEORIETEMETHHPITI

Em português: “Eu gosto de matar gente porque é tão divertido. É mais divertido que matar animais selvagens na floresta porque o homem é o animal mais perigoso de todos. Matar coisas me dá a experiência mais prazerosa, é ainda melhor que ficar com uma garota. A melhor parte é que, quando eu morrer, eu irei renascer no paraíso e todos aqueles que eu matei se tornarão meus escravos. Eu não te darei meu nome porque você tentará me atrasar ou me impedir de colecionar escravos para meu pós-vida”

O apelido “Zodíaco” foi adotado pelo assassino em agosto de 1969, em uma carta que ele enviou ao jornal San Francisco Examiner. No dia 27 de setembro daquele mesmo ano, o assassino voltou a agir, escolhendo mais um jovem casal que passeava à noite. Dessa vez, nada de tiros: Zodíaco esfaqueou os dois repetidas vezes. Cecelia Shepard não resistiu aos ataques e morreu dois dias depois, mas seu namorado, Bryan Hartnell, sobreviveu.
No carro de Hartnell, Zodíaco deixou um bilhete informando as datas dos assassinatos anteriores, como uma forma de comprovar sua identidade. Os dois sobreviventes ajudaram a polícia a criar um retrato-falado do assassino, que foi descrito como um homem branco, robusto e que deveria ter seus quase 30 anos, de cabelo curto castanho e óculos. As vítimas afirmaram também que, durante os ataques, Zodíaco usava uma espécie de capa.
Outra vítima do psicopata foi um motorista de táxi, que levou um tiro no dia 11 de outubro de 1969, apenas algumas semanas depois do último ataque. No dia 13 de outubro, Zodíaco enviou outra carta, dizendo que havia realmente matado o taxista e que estava preparando um ataque de bomba em um ônibus escolar, para matar várias crianças ao mesmo tempo. Felizmente, essa promessa acabou não sendo cumprida.



Até hoje a real identidade de Zodíaco permanece desconhecida. O assassino só fica atrás de Jack, o Estripador nessa questão de casos não resolvidos. Só para você ter ideia, as investigações policiais a respeito desse cara têm uma lista de mais de 2.500 suspeitos, todos já investigados pela polícia.
Desde que o caso foi divulgado, muitos policiais, detetives, jornalistas e curiosos começaram a investigar a história por conta própria. Isso acabou gerando uma série de discussões e especulações a respeito do terrível assassino – não apenas nos EUA, mas em diversas partes do mundo há pessoas dedicadas a estudar esse caso. Neste site há toda a história detalhada, com todos os conteúdos das cartas divulgados – em inglês.



Suspeitos

Muitos livros já foram escritos em cima da história de Zodíaco, sendo que alguns autores chegaram até mesmo a apontar alguns suspeitos, entre os quais Charles Manson e Ted Kaczynski, dois dos criminosos mais temidos do planeta. Já Arthur Leigh Allen acabou entrando para a lista depois de ser identificado como responsável pelo ataque a Hartnell e Mageau – ainda assim, um exame de DNA não comprovou que ele era o assassino.
O caso voltou à tona em 2007, quando pesquisas para o filme Zodiac, do diretor David Fincher, descobriram que algumas cartas do assassino não haviam passado por testes de DNA.

Zodíaco voltou à mídia quando no início deste ano o escritor Gary L. Stewart, autor de “The most dangerous animal of all” (algo como “O animal mais perigoso de todos”, em uma tradução livre) disse ser filho do polêmico assassino.
Segundo Stewart, a descoberta foi feita depois que o autor resolveu ir atrás de seu pai biológico. De acordo com o relato do autor no próprio livro, há comprovação forense de que o assassino é seu pai. Além disso, ele diz ter informações chocantes a respeito da personalidade fria e doentia de Zodíaco.
Antes de Stewart outra pessoa já havia afirmado ter uma relação de parentesco com o assassino. Em 1991, um advogado de São Francisco alegou que seu irmão já morto, Jack Steadman Beeman, era o assassino, mas nada nunca foi comprovado.



Os recados enviados pelo assassino eram sempre pretensiosos, cruéis e, em alguns casos, descreviam os crimes com uma frieza quase inacreditável, por isso vamos divulgar aqui a tradução de somente duas das cartas de Zodíaco. Para ler todas elas, acesse este site, que tem um conteúdo vasto sobre o caso – em inglês.
“Aqui quem fala é o Zodíaco. A propósito, vocês já resolveram a última cifra que enviei? Meu nome é... [CÓDIGO]. Estou levemente curioso com quanto dinheiro vocês estão pagando de recompensa pela minha cabeça. Espero que vocês não pensem que eu era aquele que apagou um policial com uma bomba na delegacia. Embora eu tenha falado de matar crianças com uma. Não seria certo invadir o território de outra pessoa. Mas há mais glória em matar um policial do que em matar uma criança, porque um policial pode atirar de volta. Já matei dez pessoas até hoje. Teria sido muito mais, mas minha bomba falhou. Eu fiquei alagado pela chuva que tivemos algum tempo atrás.”
“Aqui quem fala é o Zodíaco. Eu fiquei bastante irritado com o povo da Bay Area de San Francisco. Eles não acataram meus desejos de que usassem um bottom com meu símbolo. Prometi puni-los se não acatassem, aniquilando um ônibus escolar. Mas agora as escolas estão de férias pelo verão, então eu os puni de outra maneira. Atirei em um homem sentado em um carro estacionado com um .38. O mapa que acompanha este código diz onde a bomba está. Vocês têm até o outono para desenterrá-la.”

Curiosidade:

LOS ANGELES — O autor de um livro lançado nos EUA afirma ser o filho do notório — e até hoje anônimo — serial killer conhecido como Zodíaco, criminoso que aterrorizou o norte da Califórnia nos anos 1960 e cuja história virou um fillme dirigido por David Fincher.

Gary L. Stewart, que escreveu “The most dangerous animal of all” (“O animal mais perigoso de todos”, em tradução livre) com a jornalista Susan Mustafa, descobriu evidências que “identificam seu pai como o assassino Zodíaco”, quando embarcou numa jornada para descobrir quem era seu pai biológico, explica a descrição do livro escrita pelos editores da Harper Collins. O livro afirma ter “evidências forenses” e um “arrepiante perfil psicológico” que identificam o criminoso.

Stewart, vice-presidente de uma empresa de limpeza na Louisiana, não é o primeiro a afirmar ter provas de identidade do assassino. Em 1991, um advogado disse que seu falecido irmão, Jack Steadman Beeman, seria o responsável pelos crimes. A polícia de São Francisco investigou em 1996 ligações entre o Assassino do Zodíaco e o “Unabomber” Theodore Kaczynski, que matou três pessoas e feriu muitas outras durante uma série de ataques a bomba entre 1978 e 1995.

O personagem ganhou esse nome por enviar para jornais locais cartas com elaborados códigos indicando suas futuras vítimas. Ele seria responsável por vários casos de assassinato não resolvidos na região de São Francisco. A última carta, recebida em 1969 após a morte de um taxista, dizia que aquele era o último crime.

O filme “Zodíaco”, de 2007, com Jake Gyllenhaal, Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo no elenco, foi inspirado numa investigação do jornalista Robert Graysmith, do "San Francisco Chronicle", para tentar descobrir a identidade do assassino.




Até os dias de hoje a identidade do assassino conhecido como zodíaco permanece um mistério.



Fontes: Youtube, O Globo, Mundo Estranho, Mega Curioso, Zodiac Killer.




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

NEOPHITUS (Brazilian Perverse Death Metal) Anuncia retorno com direito a gravação de um EP.



A banda de Death Metal da cidade de Bertioga SP, após algum tempo em stand by, como os integrantes costumam dizer sobre a mesma, anunciou em seu facebook oficial o retorno as atividades musicais, Alex Pinho (vocals) membro fundador e idealizador da banda junto de Nando Moraes (Drums) membro fundador, são amigos de infância, e estudam juntos o curso de direito, em reunião com músicos convidados, ambos resolvem agendar para janeiro de 2017 a entrada em estúdio para a gravação de 2 músicas da antiga demo Ominous (Live Sessions), lançada em 2001, acrescentando um cover, a banda também publicou um vídeo com um trecho do baixista que acompanhará a banda nessa nova empreitada, mas mantiveram o suspense em quem é o músico, eles disseram que será anunciado em breve o nome do mesmo.



Segue abaixo o anuncio publicado no facebook oficial da banda.

"Nando Moraes (Drums) e Alex Pinho (Vocals) fundadores e idealizadores da Neophitus, após anos em stand by com a banda mas sempre juntos, no momento cursam Direito na mesma sala da faculdade, em breve reunião com músicos convidados vem a anunciar que a banda se reunirá e gravará 3 músicas em estúdio para o lançamento de EP, e consequentemente após essas gravações voltar aos palcos, o baixista já está definido em breve anunciaremos, assim também como o guitarrista que fará parte dessa empreitada!"
Hail Neophitus Brazilian Perverse Death Metal #MetalBaixadaSantista #Tradição #Neophitus


Foto de uma das Neophitus Girls.

Facebook oficial da banda.
https://www.facebook.com/Neophitus-Death-Metal-Band-153118548042361/





Contato: neophitusdeathmetal@gmail.com

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

INFECTOR Death Metal (New Line Up)



Bio...
Banda formada na cidade de São Vicente no ano 2000 por Verme, Afonso Palmieri e Marcello Loiacono, com a proposta de fazer death metal com influências de grindcore, abordando em suas letras sangue, contos de terror.
Participou de diversas compilações, entre elas Rock Soldiers (UGK Discos), Endless Massacre (Violent Recs), Satanic Legions - A Tribute to Vulcano (Violent Recs).
Álbuns oficiais:
Infector - 2001 - (Official Demo CDR)
Insane Deliriums - 2006 - (Violent Records).
Anguish - 2011 - (Violent Recs-Tornhate Recs-Underground Brasil Distro-Exterminio Prods-Rotten Foetus-Murder Recs Official Distribution in Europe).
Passaram pela banda alguns importantes nomes da cena metálica, Carlos Diaz (Vulcano), Maurício Nogueira (Ex -Krisiun/In Hell/Torture Squad/ atual Matanza), Luciano Gavioly (Ex - Vetor), Celso Delarcos (Ex - Amen Corner/Vulcano).
Com a formação estabilizada, Marcello Loiacono (único integrante original) conta agora com Leandro Marcos nos vocais, que também faz parte da banda de black/doom metal NinurtA, Paulo Mariz nas baquetas (Ex - Sacred Curse e Coração de Herói) e Edu de Campos no baixo (Ex - Mental War, Moments of Gore e atual Entendeu?).
Ainda apostando na mesma proposta do início de sua formação, a banda está compondo material para o seu 3º álbum, que deve ser lançado em meados de 2017.
Contatos: infectordeathmetal@gmail.com
Página no fb @infectordeathmetal






Dia 28/10 a banda irá tocar com o Heavenly Kingdom e Fúria Inc na Tribal Club em Santos... vai ser show de retorno aos palcos...
Canal no youtube é Infector Official Death Metal.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O exorcista (Seriado) Estréia em Setembro.



A FOX deu sinal verde para a produção de The Exorcist, adaptação televisiva do clássico de terror O Exorcista. Então, agarre em uma cruz e mantenha as luzes acesas, pois você já pode conferir o primeiro - e assustador - trailer dessa nova série.

Descrito como uma "reinvenção moderna" do livro de William Peter Blatty, o suspense acompanha Tomas Ortega (Alfonso Herrera), o altruísta líder de uma pequena paróquia, e o padre experiente Marcus Lang (Ben Daniels) tentando ajudar uma família envolvida num caso de possessão demoníaca. Geena Davis intepreta a matriarca que procura a ajuda dos homens da Igreja.

Jeremy Slater (Renascida do Inferno) escreveu o roteiro da adaptação. Já o piloto foi dirigido por Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos - A Origem). The Exorcist é uma das novidades da Fox para a programação 2016/2017.

Sinopse e detalhes O Exorcista
Dois homens muito diferentes dirigem seus esforços a um caso terrível de possessão demoníaca numa família local, e se vêem cara a cara com o mal verdadeiro. Um deles é o padre Thomas Ortega (Alfonso Herrera), um homem progressista e compassivo que lidera uma paróquia pequena nos arredores de Chicago. Angela Rance (Geena Davis), a matriarca de uma das famílias do rebanho de Thomas, pede sua ajuda para lidar com a entidade que está dominando a sua casa, lhe dando pesadelos recorrentes, fazendo barulhos dentro das paredes para assustar Casey (Hannah Kasulka), sua filha mais nova, transformando a mais velha, Katherine (Brianne Howey) numa ermitã que não quer sair do quarto, e fazendo com que seu marido Henry (Alan Ruck) enlouqueça lentamente. Thomas se encontra então com Marcus Brennan (Ben Daniels), um templário moderno, treinado a vida inteira para ser implacável em sua luta contra o mal. Os dois precisam se unir para completar o desafio que nenhum dos dois conseguiria completar sozinho.




Nova série programada para sexta-feira 23 setembro em FOX !

Título original The Exorcist
Criado por Jeremy Slater (2016)
Com Geena Davis, Alfonso Herrera, Ben Daniels
País EUA
Gênero Drama, Terror
Status Em produção
Duração 42 minutos

Fonte: Youtube e Adoro Cinema.